segunda-feira, 24 de julho de 2017

2ª Semana da Escrita Científica da ESALQ


Para promover uma visão holística aos pesquisadores e alunos de pós-graduação sobre o universo que envolve a redação científica, conscientizando-os sobre a importância de escrever artigos científicos de alto impacto, do ponto de vista da estrutura, linguagem e editoração, será realizada a 2ª Semana da Escrita Científica.
Período: de 7 a 11 de agosto de 2017
Locais: Pavilhão de Engenharia
Os interessados podem se inscrever pelo site http://www.esalq.usp.br/biblioteca/semana-da-escrita-cientifica-2017/. A programação completa também pode ser consultada nesse site.
As atividades deste evento são coordenadas pela Divisão de Biblioteca (DIBD).
Informações: 3429-4240 ramal 204

7 super dicas para melhorar seus artigos *

A redação científica deve ser clara, sucinta e objetiva. O autor deve ir direto ao assunto. Procure basear seu texto no formato: sujeito-verbo-predicado; começo-meio-fim. Passe sua mensagem com o menor número possível de palavras.

1.  Procure escolher a revista correta para envio do seu artigo. Veja se o conteúdo está adequado para o escopo e o padrão de exigência da revista. Embora não seja o único indicativo de qualidade de uma revista, o fator de impacto reflete, de forma geral, o reconhecimento da comunidade científica ao periódico.
2.   Capriche no título do artigo. Um bom título atrai um maior número de leitores.
3.   A parte inicial do "Resumo" deve conter a importância do assunto e os objetivos dos autores. Na sequência, destaque os métodos utilizados e apresente os resultados, com realce para os mais originais e de maior importância.  
4.  Na "Introdução", mostre o estado atual da arte do assunto e destaque o que seu artigo vai contribuir para aumentar o nível de conhecimento no referido assunto. Não se esqueça de listar suas hipóteses. 
5.  Seja bem claro nas explicações dos materiais e métodos que utilizou. Explique os motivos de todas as escolhas que fez.
6.  O item "Resultados e Discussão" é o coração do artigo. Não repita no texto as informações que podem ser facilmente visualizadas em tabelas e figuras. Nesse item, o mais importante é explicar as causas dos resultados obtidos e confrontar com referências bibliográficas publicadas em revistas com política editorial seletiva. Discuta as relações causa-efeito. Por que seus resultados foram semelhantes aos de alguns autores? Por que foram diferentes de outros?
7.  Apresente suas conclusões com base nas hipóteses e nos objetivos. Uma dica é que seja igual o número de hipóteses, de objetivos e de conclusões.

Luís Reynaldo Ferracciú Alleoni
Professor Titular do Departamento de Ciência do Solo da USP-ESALQ 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Especialistas discutem o que está sendo feito para coibir a má conduta científica

Agência FAPESP – O número de artigos científicos publicados mundialmente em revistas indexadas pelo PubMed na área de ciências biomédicas que tiveram que sofrer retratação por suspeita de fraude aumentou 10 vezes nas últimas quatro décadas, apontou um estudo publicado em 2012 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS), da Academia de Ciências dos Estados Unidos.
A quantidade de iniciativas lançadas por universidades, instituições de pesquisa, revistas científicas e agências de fomento em diferentes partes do mundo para coibir a má conduta científica, contudo, também tem aumentado nos últimos anos – o que demonstra que o sistema de produção do conhecimento tem se movido para coibir a má conduta científica.
Leia mais: goo.gl/Bicbaf   -   Código de Boas Práticas Científicas: goo.gl/tzrt27

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Pós-doutorado em Ecologia Isotópica na USP com Bolsa da FAPESP

Agência FAPESP – O Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP) abriu uma vaga de pós-doutorado para o Projeto Temático “Dimensões US-BIOTA-São Paulo: Integração das dimensões da biodiversidade microbiana através da mudança de uso da terra nas florestas tropicais”. Prazo de inscrição termina em 21 de julho de 2017.
A pesquisadora responsável pelo Temático – que se desenvolve no âmbito do acordo de cooperação com o programa Dimensions of Biodiversity da National Science Foundation – é Tsai Siu Mui e o pesquisador principal e supervisor é Plinio Barbosa de Camargo.
A pesquisa visa avaliar aspectos da produção de metano, medindo a taxa de produção ou a concentração de metano no solo. Em seguida, será verificado como essa taxa/concentração varia com a disponibilidade do substrato e as condições ambientais ou ao longo do tempo, para determinar a sensibilidade da produção de metano às mudanças.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Novas estratégias desfazem ambiguidades em referências bibliográficas

Cientistas da computação criam novas estratégias para desfazer ambiguidades em referências bibliográficas

Cientistas da computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) propuseram uma nova abordagem para enfrentar o problema da ambiguidade de assinaturas de autores científicos em referências bibliográficas, que faz com que a produção de um pesquisador ora seja confundida com a de colegas que adotam abreviação idêntica, ora seja difícil de agrupar e avaliar, porque o mesmo pesquisador utiliza assinaturas diferentes. Em um artigo publicado em maio na revista Scientometrics, a cientista da computação Janaina Gomide e seu orientador de doutorado Daniel Ratton Figueiredo, professor do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da UFRJ, mostraram a existência de comportamentos que se repetem entre os autores que usam várias assinaturas. Um deles é a mudança rara ou acidental da assinatura em algum dos papers publicados, uma espécie de ponto fora da curva causado por um erro ou descuido do autor ou da revista. Outro padrão é o do pesquisador que assina de uma maneira no começo da carreira e, a partir de certo momento, passa a assinar de outra forma, caso, por exemplo, de mulheres que mudam de sobrenome quando casam ou se separam. E, por fim, há um padrão mais difícil de detectar, o do pesquisador que assina de várias formas sem se preocupar com uma normatização de sua assinatura.                                           Leia mais: goo.gl/713eb4

Um novo vocabulário para retratação

Um dos temas discutidos na 5ª Conferência Mundial sobre Integridade Científica, realizada entre os dias 28 e 31 de maio em Amsterdã, na Holanda, foi a necessidade de criar alternativas ao conceito de retratação, que é o cancelamento de artigos científicos após a sua publicação devido à descoberta de fraudes ou erros. O principal argumento a favor da mudança é que, hoje, erros cometidos de boa-fé acabam confundidos com casos de fraude e são estigmatizados, merecendo, por isso, uma nomenclatura à parte.
Já existem experiências nesse sentido. O Embo Journal adotou o termo “retratação parcial” para casos em que um erro menor identificado no artigo não comprometa sua conclusão. Em 2015, a revista JAMA Psychiatry apresentou o conceito de “retratação e substituição”, para ensaios clínicos que apresentam erros generalizados, mas, uma vez corrigidos, ainda são relevantes. Em ambas as situações, o artigo não é removido da revista, mas ganha uma versão corrigida. Há propostas mais abrangentes. Virginia Barbour, professora da Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália, sugeriu em um artigo publicado em março no repositório bioRxiv a substituição do termo “retratação” por “alteração” – que seria acompanhado por uma das três seguintes categorias: não substancial, para erros menores, como de digitação; substancial, para o caso de haver erros em dados ou figuras, mas que não comprometem o trabalho como um todo; e completa, quando o artigo todo não é considerado confiável e precisa ser cancelado, corrigido e publicado novamente.

Universidades brasileiras contra o plágio

Campanhas, softwares e treinamento são utilizados por grandes instituições de ensino superior no país para coibir a cópia de trabalhos acadêmicos

Algumas das maiores universidades brasileiras se mobilizam para coibir o plágio em trabalhos acadêmicos de estudantes e professores. Em março, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) lançou uma campanha com peças publicitárias que exibem frases como “troquei seis por meia dúzia”, “aproveitei só um pedacinho do texto” e “só usei uma vez essa imagem”. “São expressões frequentemente utilizadas pelos alunos para justificar a prática. Adotamos uma linguagem simples e direta para mostrar aos estudantes que plágio é crime”, diz José Ricardo Bergmann, vice-reitor da PUC-Rio. Ele explica que o esforço da instituição não se restringirá aos cartazes. “Até o final do ano, serão realizados seminários e debates para esclarecer dúvidas a partir de casos concretos.” Para Bergmann, programas educativos devem ser o foco da estratégia para promover Universidades brasileiras contra o plágio Campanhas, softwares e treinamento são utilizados por grandes instituições de ensino superior no país para coibir a cópia de trabalhos acadêmicos a integridade científica, mas diz que é preciso se preparar para agir diante de problemas concretos. Ele ainda faz um alerta: “O plágio pode ser fruto de má-fé, mas muitas vezes ocorre por falta de preparo do aluno, que não sabe como fazer citações e referências nem compreende bem o conceito de autoria.”   Leia mais: goo.gl/Wk7hvR