sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Produção científica acessível

Acesso aberto a artigos publicados por revistas do Brasil é significativo, mas impacto ainda é limitado


O Brasil se destaca no panorama internacional do acesso aberto, movimento lançado no início dos anos 2000 com o objetivo de tornar a produção científica disponível on-line e sem custo para os leitores. Segundo dados compilados pelo grupo de pesquisa espanhol Scimago, 33,5% dos artigos de autores brasileiros indexados na base de dados Scopus em 2016 foram divulgados em periódicos que oferecem livremente para leitura na web todo o seu conteúdo assim que ele é publicado, num modelo conhecido como “via dourada”. Trata-se da maior proporção entre as 15 nações com maior volume de produção científica cadastrada na Scopus. O país também se distingue no ranking das nações com maior número de periódicos científicos de acesso aberto.
O engajamento de periódicos do Brasil no acesso aberto, que se contrapõe ao modelo tradicional de acesso por assinaturas, teve início antes mesmo de o movimento ser criado internacionalmente. Tomou impulso a partir de 1997 com a criação da biblioteca virtual SciELO (sigla de Scientific Electronic Library Online), programa financiado pela FAPESP com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que reúne atualmente 283 periódicos do Brasil disponíveis na web – no total, eles publicaram mais de 300 mil artigos que foram objeto de uma média de 810 mil downloads diários nos oito primeiros meses de 2017.
Leia mais: goo.gl/doYDq2

O papel decisivo das universidades

Instituições de ensino e pesquisa são a arena mais importante para combater a má conduta, afirma editorial publicado na revista Science

O debate sobre o papel de universidades, revistas científicas e agências de fomento na promoção da integridade científica teve uma espécie de freio de arrumação em um editorial publicado na revista Science no dia 11 de agosto, assinado por dois vice-presidentes da Universidade Columbia, em Nova York. No texto, disponível em bit.ly/stepquality, a advogada Naomi Schrag e o geofísico Graham Michael Purdy disseram estranhar o silêncio dos reitores e dirigentes acadêmicos na discussão sobre as responsabilidades de diversos atores da comunidade científica no combate à má conduta – e lembraram que as universidades são a arena decisiva na promoção de padrões elevados de qualidade de pesquisa. Segundo o editorial, as instituições acadêmicas não devem terceirizar para editores de revistas, financiadores e sociedades científicas o trabalho de garantir que a base da ciência seja sólida e os resultados, válidos. “As agências, os periódicos e as sociedades não estão dentro de laboratórios, não fazem pesquisa clínica nem saem a campo. Não analisam dados, escrevem artigos ou produzem imagens”, escreveram Schrag e Purdy. Na avaliação da dupla de Columbia, os líderes das universidades dispõem das ferramentas adequadas para promover as boas práticas e garantir a acurácia dos resultados de pesquisa.

Indicadores de qualidade rotineiramente alardeados pelas universidades, como a capacidade de obter financiamento e de publicar artigos em revistas de alto impacto, dependem de uma base sólida de metodologias robustas e de resultados divulgados de forma transparente, afirmaram no texto. “As universidades devem reforçar publicamente o valor da qualidade da pesquisa, utilizando-a como critério para processos de seleção, promoções e recompensas. Também devem garantir recursos para difundir essa mensagem entre estudantes e pessoal de todos os níveis, por meio de treinamento em planejamento de experimentos e análise de dados.”   Leia mais: goo.gl/zbvvg9

F1000 Workspace - Além de um gerenciador de referência

Uma maneira fácil e intuitiva de descobrir, ler, anotar, escrever e compartilhar pesquisas científicas

Salve referências diretamente da web, incluindo Google Scholar e PubMed. Sempre que você encontrar um artigo interessante, salve o link da web, os dados de citações completas e o PDF.

Você pode ver suas anotações e comentários de co-autor sem deixar seu documento. Depois de fazer uma anotação, você pode pesquisar facilmente para encontrá-los. As notas são acessíveis onde quer que você veja o artigo ou o PDF na web.

Nosso algoritmo sugere artigos para garantir que você nunca perca um artigo importante. Você também pode procurar artigos relacionados enquanto escreve seu artigo.

Encontre suas referências e procure vários bancos de dados, tudo dentro do Microsoft Word e do Google Docs. O aplicativo gera automaticamente sua bibliografia em um dos mais de 7.000 estilos. Nunca perca um artigo importante com sugestões de citação inteligente.

Leia, anote e salve artigos de qualquer computador, celular ou tablet (Android e iOS). Tenha todas as suas referências, notas e artigos sugeridos disponíveis em todos os seus dispositivos. 
Acesse o site:  https://f1000workspace.com/

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Zotero - organize, cite e compartilhe suas fontes de pesquisa

Colete sua pesquisa com um único clique

Um assistente de pesquisa pessoal

Um assistente de pesquisa pessoal Zotero é a única ferramenta de pesquisa que detecta automaticamente o conteúdo em seu navegador, permitindo que você adicione a sua biblioteca pessoal com um único clique. Se você está procurando um artigo de jornal da JSTOR, uma notícia do New York Times ou um livro do catálogo da biblioteca da sua Universidade, o Zotero tem cobertura e suporte para milhares de sites.

Armazene qualquer coisa
Zotero coleta todas as suas pesquisas em uma única interface, pesquisável. Você pode adicionar PDFs, imagens, arquivos de áudio e vídeo, instantâneos de páginas da web e realmente qualquer outra coisa. O Zotero indexa automaticamente o conteúdo de texto completo da sua biblioteca, permitindo que você encontre exatamente o que você está procurando com apenas algumas teclas.  Disponível para Mac, Windows e Linux.

Acesse o site: https://www.zotero.org/

Aplicativos móveis da USP

Bibliotecas USP
Você pode buscar no acervo do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP diretamente do seu iPhone, iPod Touch ou iPad. 

·  Encontre a localização de uma publicação na USP e verifique sua disponibilidade. 
·  Logue-se aos sistemas USP e veja sua lista de itens emprestados, histórico de       empréstimos e lista de reservas.
·   Reserve e Renove as publicações diretamente no aplicativo. 
. Use a câmera para ler um código de barras de ISBN/ISSN e verificar se existe a publicação em alguma biblioteca da USP. 
·   Defina listas de  desejos,  sugestões e referências com as publicações encontradas. Exporte as listas por e-mail ou para o seu DropBox.
· Ache a localização de uma biblioteca da USP através de um mapa e verifique os horários de funcionamento, telefones e e-mail. 
·  Notifica para avisar quando o vencimento dos empréstimos está próximo (versão 2.5). Esse aplicativo utiliza conexão de dados do celular ou rede Wi-Fi.     IOS ]     [ Android ]
Jornal da USP 
O Jornal da USP traz as principais notícias da Universidade de São Paulo, incluindo pesquisas científicas, acontecimentos  culturais e acadêmicos, e o calendário de eventos nos vários campi da USP. Além disso, você também pode escutar a Rádio USP São Paulo e Ribeirão Preto.
·         Este aplicativo utiliza conexão de dados do celular ou rede Wi-Fi.  
·         Este aplicativo atualiza e substitui os aplicativos Notícias USP e Eventos USP que serão descontinuados em breve.      [ IOS ]     [ Android ]

Telefones USP
Localize os telefones de docentes e funcionários e de locais (Unidades, institutos, órgãos centrais, etc.) da Universidade de São Paulo diretamente no seu iPhone, iPod Touch ou iPad.
Procure por nome através de busca fonética ou navegue pelos campi e suas unidades para encontrar um departamento, secretaria ou biblioteca, dentre outros.
Salve os dados de uma pessoa encontrada na sua agenda pessoal. Se estiver usando um iPhone, você poderá ligar diretamente para a pessoa ou local encontrado pelo aplicativo.
Esse aplicativo utiliza conexão de dados do celular ou rede Wi-Fi. Este app só está disponível na App Store para dispositivos iOS.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Falta de cuidado em artigos de revisão

Os artigos de revisão, aqueles trabalhos científicos que organizam dados da literatura existente em uma determinada área do conhecimento, nem sempre são escritos com o cuidado necessário para evitar a citação de papers com dados incorretos ou com suspeita de má conduta. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Suíça, França e Alemanha, publicado pela revista BMJ Open. Foram analisados 118 artigos de revisão publicados em 2013 em quatro periódicos da área médica: Annals of Internal MedicineThe British Medical JournalThe Journal of the American Medical Association e The Lancet.

Os pesquisadores investigaram se os autores haviam seguido seis procedimentos importantes para prevenir a inclusão de dados equivocados ou fraudados nos artigos de revisão. A conclusão é que em apenas metade dos trabalhos os autores adotaram três ou mais desses procedimentos capazes de detectar problemas.

Os procedimentos são os seguintes: cotejar resultados de papers citados com dados brutos de testes clínicos; entrar em contato com os responsáveis pelos artigos para ter acesso a resultados não publicados; avaliar se há publicações duplicadas sobre o mesmo achado; verificar se houve interferência dos patrocinadores nos artigos; analisar possíveis conflitos de interesse; e checar se as pesquisas descritas nos papers passaram por comitês de ética. Para verificar se as recomendações foram adotadas, os pesquisadores analisaram os artigos de revisão, em busca de relatos dos métodos utilizados, e entraram em contato com os autores para fazer perguntas adicionais.

O estudo observou que 11 dos 118 trabalhos de revisão não levaram em consideração nenhum dos procedimentos. Em 79 (66%), seus autores buscaram dados brutos; em 73 (62%), fez-se contato com autores dos papers originais; em 81 (69%), procuraram-se artigos duplicados e apenas em 5 (4%) foram analisados conflitos de interesse. Verificou-se também que somente três trabalhos de revisão (2,5%) checaram se os estudos revisados passaram por comitês de ética.

Os pesquisadores observaram que poucos autores de artigos de revisão denunciam sinais de má conduta que encontram durante a revisão da literatura. Sete autores admitiram ter incluído na revisão papers sobre os quais havia alguma suspeita, como sinais de plágio ou manipulação de imagens, mas apenas dois fizeram advertências no artigo de revisão. “Quando autores de revisão suspeitam de má conduta em algum artigo, parece que eles não sabem o que fazer com essa informação”, disse Nadia Elia, pesquisadora da Universidade de Genebra, na Suíça, e autora principal do estudo, ao site Retraction Watch.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Como aumentar o impacto de artigos científicos

Cooperação internacional, originalidade, ousadia, debate entre pares e cuidado com a estatística foram algumas questões levantadas em simpósio sobre publicações

O número de artigos publicados por pesquisadores brasileiros cresceu muito nos últimos 20 anos. Porém, o impacto dessas pesquisas não acompanhou o mesmo crescimento. Para pensar em maneiras de reverter o cenário, especialistas se reuniram no 1st Symposium on High Impact Publications, no Instituto Butantan. O evento teve o intuito de debater estratégias para que a ciência praticada no país conquiste mais relevância.

“Em 20 anos tivemos pouca evolução de impacto e os problemas estão em todas as áreas. É verdade que algumas conquistaram mais espaço, como é o caso de Clínica Médica e Física. No entanto, o fato é que, na média, nunca o impacto dos artigos brasileiros foi maior do que a média do impacto mundial”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

Para Brito Cruz é possível observar uma relação entre colaboração internacional e o aumento do impacto dos artigos. “Acredito que a colaboração internacional seja uma boa estratégia, uma delas, para se ter mais impacto. Olhando o histórico de Espanha e Itália, que cresceram muito nesse quesito nos últimos anos, a colaboração parece funcionar, mas isso não deve virar um dogma. De qualquer forma, antes de ter publicações de impacto, é preciso ter pesquisa de impacto”, disse.
No simpósio, os especialistas, além de estimular a colaboração internacional, destacaram a importância de aumentar o impacto das revistas científicas brasileiras e a oferta de melhores condições para a realização de projetos de pesquisa de maior ousadia e duração. 
Leia mais: goo.gl/2Hk2QY